A quadrinha deste domingo trata do oximoro, que é um tipo de paradoxo no qual se associam palavras de sentidos opostos. Representa uma contradição em termos, ou seja, traduz os contrastes verbais sem, contudo, designar uma oposição real; não se pode, ao mesmo tempo, ser pobre e rico (a não ser que esses adjetivos pertençam a diferentes domínios da realidade). O oximoro vincula-se historicamente ao Barroco, que reflete a dualidade do espírito humano dividido entre a religiosidade medieval e o racionalismo do Renascimento. Um dos mais famosos exemplos do emprego dessa figura encontra-se no soneto de Camões “Amor é fogo que arde sem se ver”, que diz na primeira estrofe: “Amor é fogo que arde sem se ver, /é ferida que dói, e não se sente; /é um contentamento descontente, /é dor que desatina sem doer.”
terça-feira, 12 de março de 2024
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